quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

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"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

inspirado na jodi

Bárbara, 3 anos e 8 meses - Adora a minha cama, estar por lá simplesmente.
Teresa, 1 ano - Está a ficar com ondas no cabelo. Cookie lover.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

irmãs [e o fim-de-semana]







Passamos um fim-de-semana muito diferente do habitual. Quase sempre em casa, os quatro, [quase] sem horas marcadas. A nossa vida tem sido uma correria desenfreada, dentro e fora de portas, todos os dias sem excepção. Ser pais de duas continua a ser difícil, exigente e desafiante e estes meses frios de inverno trazem ainda mais contratempos. Precisamos mesmo de acalmar e estes dias deram-nos tempo, mas especialmente a elas, para recuperar, brincar e para estarem as duas. 

Depois encontrei estas fotos delas no iphone e percebi que já têm um bom caminho, já são companheiras.
A Bárbara adora a irmã, orgulha-se dela, cuida, ajuda a cuidar, mostra-a, diz “esta é a minha irmã, chama-se Teresinha”. Mesmo quando tem ciúmes e de vez em quando tem. Não manifestamente. Se percebe que faço um mimo ou uma brincadeira à Teresa, pede também. Nada contra a irmã mais nova. Ela vem à procura do seu lugar e do seu colo, e ele está cá sempre. E esta paixão é recíproca. A Teresa vibra com a simples chegada da Bárbara. Dá saltinhos, ri e bate palmas. Procura-a muito, e quando a encontra ali se queda, a ver televisão ou a acompanhar alguma brincadeira.  

Às vezes fico a observá-las, quase emocionada. É tão bom tê-las às duas e vê-las juntas. Sonho, quero que sejam inseparáveis, unidas, as melhores amigas. Sou uma proud mamma, nada a fazer.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

7/52



"A portrait of my children, once a week every week, in 2015"

inspirado na jodi.

Bárbara, 3 anos - Adora capacetes e saltar de cadeiras e sofás.
Teresa, 1 ano - Adora tirar tudo das gavetas e enfiar-se lá dentro. Tenho ainda mais coisas para arrumar, mas gosto tanto quando ela faz isto.

É tão bom ver estas fotos e perceber que os vírus levam-lhes muita coisa: levam-lhes as boas noites de sono, o apetite e a força, mas não lhes levam os sorrisos.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

6/52



"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

Inspirado na jodi.


Teresa, 1 ano - Primeiro presente de anos, varicela. Mas sempre bem disposta.
Bárbara, 3 anos e 8 meses - Varicela, pneumonia, amigdalite, tudo seguido. Ir ver livros à Fnac é uma boa alternativa para passar algum tempo fora de casa.

Com todas estas maleitas, pequenos festejos e trabalho para pôr em dia, nem dei conta que me atrasei na publicação das fotos. Vem já aí a semana 7 e continuo a adorar este desafio. 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

[leva-me no teu coração]




Não queres estar sozinha, muito menos quando dormes. Há um desassossego dentro de ti ao qual ainda não consegui chegar. Talvez seja mesmo assim, talvez seja mesmo necessário para o teu crescimento. Mas não gosto de te ver aflita, sou tua mãe, não gosto. Queria chegar a esse desassossego e mitigá-lo, transformá-lo na certeza de que mesmo que estejas na tua cama sozinha, no colégio, onde quer que seja, estou contigo, sempre. Digo-to todos os dias, peço-te que me tragas no teu coração. E sei que um dia vais saber trazer todos os que amas contigo, mas por enquanto precisas que te segure a mão, que te diga a meio da noite que estou ali, estou mesmo ali. Por isso dorme filha, a mãe trata dos crocodilos, dos monstros, de todos os hipopótamos que vierem para te atormentar. 

E não faz mal ter medo, sabes? Enquanto o disseres, está tudo bem. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

[coisas dos dias normais]

Numa das minhas tentativas de resolver o meu problema de organização e arrumação doméstica, vim dar a este artigo "How to keep a clean house and free yourself from the chains of drudgery". Normalmente não tenho grande paciência para grandes leituras, sobretudo quando preciso de soluções rápidas ou já estou a entrar em desespero. Li na diagonal, achei bem humorado e directo. Para dramatizar já basto eu. Mas aquilo que me ficou, que nunca mais esqueci,  por ser tão simples, foram  as quatro regras fundamentais.

Primeiro [não fica tão bem em português, mas leiam directamente na fonte que vale a pena], tudo tem um lugar. E é aqui que falho logo. Em minha casa ainda há muitas coisas que não têm de facto um lugar e é nisso que me tenho focado. Tenho destinado um lugar para tudo o que vale a pena ter em casa e é uma sensação óptima encontrar um brinquedo, uma peça de roupa ou um objecto qualquer e saber exactamente para onde vai.

Segundo, usa ou deita fora. Não tenho grandes tendências acumuladoras, mas inevitavelmente guardo coisas que não sei se virão a ser precisas, ou que têm valor sentimental. Criei aqui uma sub regra: se ao fim de uns meses não pensar ou não precisar de uma coisa, deito fora.

Terceiro, nunca ignorar ao passar por algo que esteja fora do seu lugar. Muito útil, não custa nada e ao fim de uns dias a casa fica efectivamente com um aspecto mais arrumado

Quarto e último, mas muito importante, usar poucos minutos sempre que houver oportunidade. Para mim isto resulta muito bem, que sempre quis fazer as coisas de empreitada e muito facilmente caía no desânimo. Em cinco minutos recolho roupa suja, ou arrumo a roupa do quarto da miúdas, ou faço a cama, ou apanho uns brinquedos, ou arrumo uma secção do meu armário. Isto faz-me sentir que as tarefas de casa não tomam conta do meu tempo todo e que o aproveito melhor, que não vou ser engolida por roupas, sapatos ou livros.

Dá para perceber que eu própria [ainda] preciso muito de regras. E quando queremos ensiná-las aos nossos filhos, dá jeito ser um exemplo. Um bom. Nas grandes coisas, mas também nas simples, como esta de cuidar da nossa casa.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

[1 ano]

Teresa, hoje é o teu primeiro aniversário. É inacreditável como passou tão rápido, para onde foi o tempo? Escrevo sobre o dia do teu nascimento com um ano de distância, aquilo que me ficou gravado. E tenho saudades, sabes? Por isso escrevo para ti, filha, porque gosto tanto de me lembrar, de tudo desde que estás aqui, mas sobretudo do dia em que te conheci.

Quando, nas últimas consultas no obstetra, ele me disse que tínhamos que marcar indução de parto, não acreditei que tivesse mesmo que ser. Não queria que fosse assim, queria que fosse o mais natural possível. Mas chegou o dia marcado e tu ainda não tinhas querido nascer.

Saí de casa naquela manhã muito fria e cinzenta bem cedo, de malas para a maternidade, com a certeza de que a próxima vez que entrasse em casa, seria contigo. Deixei a tua irmã a dormir e emocionei-me um bocadinho quando me despedi da tua avó. Ela ia levar-te ao colégio e depois para casa dela. Lembro-me de passar na Ponte da Arrábida e me sentir muito ansiosa. Olhei para o céu muito negro, para o rio, para a cidade, para o teu pai. Não dizia nada, mas eu achei que ele estava nervoso também.
Chegámos à Maternidade e estava tudo caótico, muito barulhento e confuso. Fomos para cima, onde já havia silêncio e calma. Preparámo-nos, vieram as enfermeiras, ligaram o CTG, puseram o soro a correr e a ocitocina e depois fiquei à espera. A futura mãe ao meu lado chorava com dores, mas connosco estava tudo bem. Às vezes ouvia o choro de bebés acabados de nascer e de cada vez que isso acontecia ficava ansiosa por ouvir o teu choro, por te ver, por te pegar. De tarde as dores começaram e eram bastante suportáveis, mas a noite caía e as coisas não evoluíam. Até que, a médica farta do ram ram, do pára-avança das contracções, ordenou a epidural e carregou na ocitocina. Tal como do parto da tua irmã, da anestesia à dilatação completa foram poucas horas, sentia as contracções muito fortes, muito longas e imaginei como seria se me doessem. Quando quis puxar eram 11 horas da noite. Não se ouviam bebés a nascer, não havia ninguém no corredor. Chegaram três parteiras, fecharam a porta e falaram comigo. Só se ouviam as vozes delas, muito calmas, muito tranquilizadoras. De repente senti-me muito, muito cansada, mas concentrei-me apenas em ouvi-las e em seguir tudo o que me diziam. Vinte minutos depois, vi-te. Vi-te a sair de mim. Os olhos fechados, a pele esbranquiçada, os braços cruzados sobre o peito. Fiquei completamente inundada de mil emoções. Depois choraste, e pousaram-te no meu peito. Disse-te “olá!”, o que fez rir toda a gente. O pai cortou o cordão que nos unia e segurou-te também, e depois de seres vista pelo pediatra, vestiu-te. Foi perfeito. 

Na primeira noite estava uma grande tempestade e a enfermeira colocou-te ao meu lado na cama “assim ela fica mais quentinha, mãe, está um tempo muito feio”. Enrolei-te na curva do meu corpo, cheirei-te, peguei na tua mão minúscula e em vez de dormir fiquei a observar-te, a ver os teus traços, a ouvir o teu respirar. Estavas tão tranquila. Depois pensei, que um dia foste aquela manchinha na ecografia, aquele som do coração, depois aquela revolução na minha barriga, eras um nome, eras um futuro e agora, estavas ali, comigo, e era tão bom, tão maravilhoso. E continua a ser. 

És o nosso tesouro, o nosso amor mais pequenino.
Feliz aniversário minha Teresa, minha querida, querida filha. 


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