terça-feira, 19 de maio de 2015

19/52

"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

inspirado na jodi.


Teresa, 15 meses - Tem sido um terror para dormir. Ou interrompe o sono nocturno [o dela e o nosso], ou dorme sestas microscópicas e depois fica assim, olhinhos de calimero.

Bárbara, 3 anos e 11 meses - Para ela, posar é isto. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

[fim-de-semana]

Já todos dormem e eu não tenho ponta de sono. Estou para aqui no sofá a ouvir música e a pensar no fim-de-semana. Que bom. A começar pelo calor delicioso, deu para ver as miúdas frescas, ver-lhes a pele dos braços, os pés descalços, as bochechas coradas. 
Comecei o sábado na minha terceira sessão de laser. Esta foi, provavelmente, a última sessão antes do Verão. Continuo satisfeita com os resultados, mas queremos começar a aproveitar alguma praia, e a pele morena é incompatível com este tipo de depilação. Fui com amigas, depois almoçámos, foram-se juntando os maridos e filhos e só bem tarde é que nos separámos. Preparamos a nossa peregrinação, acertamos agulhas, tratamos da maioria das estadias. Os miúdos  fartaram-se de brincar, as minhas andaram contentes da vida, chegaram a casa a dormir e deram-nos uma noite tranquila. 

Hoje foi dia de Corrida da Mulher, por isso, encontrei-me com as mesmas amigas para tomarmos o pequeno-almoço e apanhar o metro até ao ponto de partida. Estava muito calor, mas o espírito era incrível, uma onda cor-de-rosa pelas ruas da nossa cidade linda e cinzenta. Uma das coisas que mais adorei ver foi um homem com um miúdo ao colo numa varanda de um quinto andar, onde pendurou um enorme cartaz a dizer "Força Mãe!". Mais uma vez, maridos e filhos juntaram-se a nós, almoçamos um hambúrguer incrível no Munchie, passeámos mais um pouco e só depois viemos embora. O Daniel resolveu fazer o percurso para casa pela baixa, descer Mouzinho da Silveira, atravessar a ponte D.Luís, seguir pela marginal. O movimento era incrível, íamos passando por esplanadas cheias, por muita gente a passear. A cidade está a fervilhar e é assim que gosto de a ver, não deserta e degradada. 

Foram dois dias fantásticos. Pus-me em modo off, enchi as minhas filhas de beijos, de colo e de mimos e soube-me pela vida. E é nisto que penso, de sorriso na cara. Já todos dormem e eu estou aqui felicíssima, ainda sem sono, e pela primeira vez em muito tempo não lamento nem um bocadinho que amanhã seja segunda-feira.



quinta-feira, 7 de maio de 2015

18/52


"A portrait of my children, once a week, every week in 2015"

inspirado na jodi.

Teresa, 15 meses - Esta semana floresceu. Começou a andar. Começou a dizer "mamã", "papá", "Bá". Quer comer sozinha. E come tão bem.

Bárbara, 3 anos e 11 meses - Está a dias de fazer 4 anos, nem acredito. O que lhe aprecio, o que admiro nela e que espero que nunca perca é a capacidade que tem de dizer o que lhe vai na alma. 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

17/52



"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

inspirado na jodi.

Bárbara, 3 anos e 10 meses. Teresa, 14 meses. A minha mãe disse-me há uns dias "ainda bem que esta menina veio, faz tão bem à Bárbara, elas gostam tanto uma da outra". Perante isto, quem é que pode duvidar? São os sorrisos cúmplices, são os abraços e beijinhos quando se encontram no final do dia, são os momentos em que páram de brincar sozinhas e se encostam uma à outra fixas na televisão, em que a Bárbara quer cuidar da irmã. São as manhãs em que a Teresa vai para a cama da Bárbara fazer-lhe mimos. Um dia virão as brigas, as disputas pelos brinquedos, pelo colo e pela atenção. Mas por hoje é assim. Este amor. Tão grande, tão puro e tão, tão bom.

terça-feira, 28 de abril de 2015

[pedir desculpa]

Dormi 3 horas. Ando há umas noites com insónias. Há seis, precisamente, que foi quando comecei a tomar antibiótico por causa da rinite. 
Dormir mal faz-me ter frio... e mais fome. Mas o pior, o que menos suporto é o que faz ao meu feitio, à minha capacidade de relativizar e de me acalmar. Então gritei com a Bárbara de manhã. Atrasados como de costume para sair de casa queria vestir-lhe a bata mas ela não colaborava. Queria dizer-me alguma coisa. Num dia normal eu diria: "podes falar e vestir a bata ao mesmo tempo", ou "já falamos". Sei lá. Mas mandei um berro, gritei, já nem sei o que disse, passei-me. Ela começou a chorar, assustada. Vesti-lhe a bata, o casaco, pegamos na mochila, e saímos. Entrou com ar grave no elevador, já sem chorar, seguiu-me para o carro sem dizer o habitual "eu é que vou à frente!", esperou muito quieta enquanto eu abria o carro e colocava tudo na mala. Senti que tinha dado cabo da alegria caótica que há nas nossas manhãs, caí em mim. Quando a sentei na cadeira disse-lhe "desculpa querida, a mamã hoje está tão cansada que exagerou. Não devia ter gritado contigo. Gosto muito muito de ti." Ela sorriu e disse "eu também gosto muito muito de ti, mamã, desculpa também." Respondi-lhe "está tudo bem agora". 

Fui pelo caminho meio atordoada. Não quero ser aquela mãe histérica e desorganizadora. Mas momentos assim acontecem. Poucos felizmente, mas acontecem. Mas também não tenho a pretensão de ser a mãe perfeita. Já não. Não senti culpa. Só lamentei que o cansaço tivesse levado a melhor, mas sei que não sou assim. Não a humilhei, descontrolei-me, só isso. E só isso pode ser muito assustador. As pessoas costumam dizer "as desculpas evitam-se". Mas eu acredito que as desculpas são para se pedir, com toda a sinceridade e humildade, as vezes que forem precisas. Mesmo que seja à nossa filha pequenina, especialmente a ela. A mãe errou, e não há mal nenhum que ela saiba que a mãe às vezes também falha, que as situações se resolvem, que as falhas se perdoam.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

[sexta-feira]


A Bárbara de novo com febre, eu a lidar com a minha rinite descontrolada e mais uma vez a tentar esbracejar e a manter-me à tona para não me afogar em mil coisas e mil assuntos, e problemas e imprevistos. Menos caótico, verdade, mas suponho que é mesmo assim. 
Li uma frase há uns dias, no feed do Instagram, que nunca mais me saiu da cabeça. Bateu tão certo como um móvel do Ikea [aquilo não há como falhar uma peça, acertam tudo-tudo e este aparte serve para não tornar este post muito sentimentalão] e dizia assim "keep your heart where your feet are".
Este é o meu mantra desde então. A entrega total ao que fazemos é fundamental, sejam 5 minutos,  2 horas ou um dia inteiro. Acima de tudo pela minha família de 4, porque o importante é que estejamos bem, juntos e felizes. 
"Keep your heart where your feet are". Não é tão simples, tão óbvio e tão certo?

quinta-feira, 23 de abril de 2015

[o melhor do meu dia]


Eu e a Teresa fomos buscar a Bárbara ao colégio. Pediu chão, e mal viu a irmã sair da sala gatinhou pelo corredor fora a uma velocidade incrível. A Bá incentivava "Teresinha, vem! Teresinha! Teresinha!", até que se abraçaram, a Teresa levantou-se apoiada na irmã e soltou um "Oláaa!" e abraçaram-se. Os outros meninos aproximaram-se e vi o orgulho e sentido de protecção com que a Bárbara mostrava a irmã. Foi dos momentos mais enternecedores que vi entre as duas e foi, de longe, a melhor coisa que me podia ter acontecido hoje. 
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