quarta-feira, 1 de Outubro de 2014

[a vida]

Da última vez a sessão de psicoterapia teve que ser noutra sala. Em muitos anos deste processo acho que só tinha acontecido uma vez. Tudo, desde que entro pela porta até que saio, sensivelmente uma hora depois por essa mesma porta, faz parte da sessão. Para mim faz. E como tal, o acto de me sentar num outro sofá, numa outra sala, de outra cor, com outra planta, arranjar outra almofada para segurar, é significativo. Se não fosse, a "minha" psicóloga não me teria perguntado se me importava. Não me importei.
Percebi, em conjunto com outras reflexões, que a mudança já não me assusta. E que muito do que me impede de crescer, arriscar, ser feliz, apesar de ser o que conheço, apesar de ser uma esfera em que me sei mexer, apesar de ser o meu presente, já não é, nem quero que seja, o meu futuro.

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Ajustes

Novos horários, novas rotinas de trabalho. Já são mais as vezes em que saímos de casa os quatro, do que dois a dois. Levantamo-nos uma hora mais cedo, deitamo-nos também mais cedo. Há um esforço maior, uma preparação maior e mesmo assim, e porque os ajustes são mesmo assim, ainda há correria, ainda há coisas a melhorar. Já esquecemos o Verão que não chegou a ser e pensamos em como podemos aproveitar o que aí vem. 
Raramente tenho trabalhado em casa, se por um lado me sabe mesmo bem estar noutro ambiente, por outro, sinto muita falta da minha Teresinha, de ter que a deixar. Da Bárbara também sinto saudades, muitas, conto as horas para as ver. Mas é assim que me sinto realizada, a investir mais na minha vida profissional. Não sinto culpa, sinto falta, sempre falta de alguma coisa que não tenho naquele momento, falta delas. Mas é assim que sou melhor Mãe, a fazer por mim, a fazer por nós.

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

pele

Ao fim de algumas semanas a beber 1,5l de água por dia, não posso dizer que tenha rejuvenescido. Há duas semanas que a Teresinha dorme a noite inteira, mas a Bárbara está em plena fase fóbica e demora duas horas para adormecer, e às vezes acorda cedo cedíssimo. Nem sei o que é mais desgastante, se é acordar uma vez a meio da noite, se é correr vinte vezes para o quarto delas ao serão. O olhar caído continua, das olheiras é melhor nem falar, mas a pele está visivelmente mais suave e luminosa. Acho que tenho que fazer isto mais tempo antes de ver ou sentir mais resultados. O que mudou mesmo e nem sei explicar porquê, é que agora sinto mais falta de beber água se não começar a fazê-lo desde que acordo. Mas só por isto [pela suavidade da pele] já tem valido muito a pena.

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

regressar

É altura de recomeços e aqui não é excepção. De diferente é que não houve um Verão, ou pelo menos uma retirada para um lugar onde se fizesse sentir. Não houve sequer uma pausa digna do nome, que me fizesse olhar ou encarar este Setembro como se fosse uma folha em branco ou uma agenda por estrear. Mas providenciei que, para elas, fossem de facto meses de férias, com tempo de qualidade em família e a conhecerem-se uma a outra, a criarem e a fortalecerem laços. A Teresinha volta a ter o sossego da casa para fazer longas sestas. A Bárbara volta ao colégio. Nós voltamos aos malabarismos com o tempo. Se por um lado me dá uma certa pena que acabem os dias sem horários e cheios de improvisos, é com alguma satisfação que recebo esta rentrée, apenas porque os [re]inícios são sempre novas oportunidades e trazem sempre promessas de alguma coisa. Daqui a nada prepara-se o Natal, depois o Carnaval e nessa altura já muitos de nós recomeçam a sonhar com o Verão. Precisamos destas balizas temporais para nos organizarmos e direccionarmos, para fazermos o balanço. Para nos confortarmos com o que há-de vir e queremos que o que venha seja bom. Fazemos por isso. E isso é buscar a felicidade e a paz de espírito.

sábado, 6 de Setembro de 2014

sete meses


Tenho tantas saudades deste dia. Do dia em que te vi nascer. Do preciso segundo em que te vi nascer, minha pequenina, minha doce Teresinha. 


quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

água, peso, saúde

Li por aí sobre aquela mulher que passou a beber 3 litros de água por dia e que mostrou as mudanças bem visíveis no rosto. Acho admirável. São estes os exemplos a seguir, e cá em casa temo-nos desafiado a beber mais água, pelo menos um litro e meio por dia. Gostava [e vou] tirar uma fotografia do antes e de algum tempo depois, para comparar. Mas uma coisa que sinto e vejo para já, são os lábios mais hidratados, a pele mais lisa, ao fim de 4 dias apenas. 
Também será um bom complemento agora que estou mais empenhada em perder peso, o que para mim está a ser muito difícil. Não por se tratar de um esforço que não compensa, mas sim de um esforço que ainda não tinha levado mesmo a sério, apesar de por várias vezes ter decidido e até planeado. Faltou-me a determinação. Foi preciso ver fotos minhas para perceber como realmente estou, desde a postura, à forma estranha que o meu corpo tem agora. Não sou eu, não me reconheço. E foi preciso chegar ao ponto de me levantar e sentir dores terríveis nos tornozelos, uma falta de energia brutal, danos colaterais de muito peso em excesso. Decidi obcecar, até me sentir confortável com isto. Rever a alimentação [eu adoro mesmo comer], rever a atitude, fazer compras com consciência, planear o exercício. Arranjei um caderno onde escrevo as coisas, ideia de uma amiga. Nunca me esquecer, nunca perder de vista o meu objectivo. E agora que já sei que dou conta do recado como mãe, está na altura, tão na altura de voltar a tratar de mim. E só espero não desistir, que as forças não me abandonem. Porque assim não sou feliz.

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

[playlist] da nossa futura casa

Sonhamos com uma casa. Não sabemos se nova, se recuperada, se projectada e construída por nós. Mas queremo-la, so bad. Sonhamos com os jantares que faremos no jardim de trás numa mesa grande de madeira. Sonhamos com as nossas filhas a brincar lá fora. Sonhamos com a felicidade nessa casa. Ele sonha com a sua horta, eu sonho com a minha sala cheia de livros, candeeiros e fotografias em molduras. E com as árvores que verei lá fora, do meu sofá. E em casa, ouviremos música, sempre. 

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