segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

pele

Ao fim de algumas semanas a beber 1,5l de água por dia, não posso dizer que tenha rejuvenescido. Há duas semanas que a Teresinha dorme a noite inteira, mas a Bárbara está em plena fase fóbica e demora duas horas para adormecer, e às vezes acorda cedo cedíssimo. Nem sei o que é mais desgastante, se é acordar uma vez a meio da noite, se é correr vinte vezes para o quarto delas ao serão. O olhar caído continua, das olheiras é melhor nem falar, mas a pele está visivelmente mais suave e luminosa. Acho que tenho que fazer isto mais tempo antes de ver ou sentir mais resultados. O que mudou mesmo e nem sei explicar porquê, é que agora sinto mais falta de beber água se não começar a fazê-lo desde que acordo. Mas só por isto [pela suavidade da pele] já tem valido muito a pena.

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

regressar

É altura de recomeços e aqui não é excepção. De diferente é que não houve um Verão, ou pelo menos uma retirada para um lugar onde se fizesse sentir. Não houve sequer uma pausa digna do nome, que me fizesse olhar ou encarar este Setembro como se fosse uma folha em branco ou uma agenda por estrear. Mas providenciei que, para elas, fossem de facto meses de férias, com tempo de qualidade em família e a conhecerem-se uma a outra, a criarem e a fortalecerem laços. A Teresinha volta a ter o sossego da casa para fazer longas sestas. A Bárbara volta ao colégio. Nós voltamos aos malabarismos com o tempo. Se por um lado me dá uma certa pena que acabem os dias sem horários e cheios de improvisos, é com alguma satisfação que recebo esta rentrée, apenas porque os [re]inícios são sempre novas oportunidades e trazem sempre promessas de alguma coisa. Daqui a nada prepara-se o Natal, depois o Carnaval e nessa altura já muitos de nós recomeçam a sonhar com o Verão. Precisamos destas balizas temporais para nos organizarmos e direccionarmos, para fazermos o balanço. Para nos confortarmos com o que há-de vir e queremos que o que venha seja bom. Fazemos por isso. E isso é buscar a felicidade e a paz de espírito.

sábado, 6 de Setembro de 2014

sete meses


Tenho tantas saudades deste dia. Do dia em que te vi nascer. Do preciso segundo em que te vi nascer, minha pequenina, minha doce Teresinha. 


quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

água, peso, saúde

Li por aí sobre aquela mulher que passou a beber 3 litros de água por dia e que mostrou as mudanças bem visíveis no rosto. Acho admirável. São estes os exemplos a seguir, e cá em casa temo-nos desafiado a beber mais água, pelo menos um litro e meio por dia. Gostava [e vou] tirar uma fotografia do antes e de algum tempo depois, para comparar. Mas uma coisa que sinto e vejo para já, são os lábios mais hidratados, a pele mais lisa, ao fim de 4 dias apenas. 
Também será um bom complemento agora que estou mais empenhada em perder peso, o que para mim está a ser muito difícil. Não por se tratar de um esforço que não compensa, mas sim de um esforço que ainda não tinha levado mesmo a sério, apesar de por várias vezes ter decidido e até planeado. Faltou-me a determinação. Foi preciso ver fotos minhas para perceber como realmente estou, desde a postura, à forma estranha que o meu corpo tem agora. Não sou eu, não me reconheço. E foi preciso chegar ao ponto de me levantar e sentir dores terríveis nos tornozelos, uma falta de energia brutal, danos colaterais de muito peso em excesso. Decidi obcecar, até me sentir confortável com isto. Rever a alimentação [eu adoro mesmo comer], rever a atitude, fazer compras com consciência, planear o exercício. Arranjei um caderno onde escrevo as coisas, ideia de uma amiga. Nunca me esquecer, nunca perder de vista o meu objectivo. E agora que já sei que dou conta do recado como mãe, está na altura, tão na altura de voltar a tratar de mim. E só espero não desistir, que as forças não me abandonem. Porque assim não sou feliz.

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

[playlist] da nossa futura casa

Sonhamos com uma casa. Não sabemos se nova, se recuperada, se projectada e construída por nós. Mas queremo-la, so bad. Sonhamos com os jantares que faremos no jardim de trás numa mesa grande de madeira. Sonhamos com as nossas filhas a brincar lá fora. Sonhamos com a felicidade nessa casa. Ele sonha com a sua horta, eu sonho com a minha sala cheia de livros, candeeiros e fotografias em molduras. E com as árvores que verei lá fora, do meu sofá. E em casa, ouviremos música, sempre. 

[a nossa casa] papéis

Cá em casa invertem-se os papéis convencionais. Ele trata das plantas, arranja o peixe, trata da horta, prepara os legumes antes de os guardar no frigorífico. Eu tiro medidas e faço cálculos, faço os furos na parede, monto os móveis que compramos. Muitas vezes faço-o sozinha, sem qualquer esforço. Talvez o facto de ser arquitecta me confira alguma aptidão para estas tarefas, mas por outro lado é a fase da obra a que menos me agrada, precisamente por toda a sujidade inerente. E outras coisas que não vêm ao caso. Seja como for, dá-me imenso gozo andar de nível, fita métrica ou de black&decker na mão e sonho com o dia em que vou pegar numa lata de tinta e pintar o quarto das miúdas. Comecei mesmo pelo quarto delas, com uma prateleira para livros. Depois coloquei uns cabides no hall. A seguir seria uma sapateira, mas acabaram-se as buchas e os parafusos. Depois serão umas gavetas, para montar. Quadros para fixar. E assim tudo vai ganhando um lugar, certo e definitivo. E eu gosto muito disso, dá-me paz e serenidade. 



quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

douro

Passar uns dias fora este ano era um desejo, mas com o nascimento da Teresinha e com demasiadas incertezas, não fizemos planos. O tempo não se recomenda, e então vamos passeando, convivendo com amigos e família, descobrindo sítios novos, ao nosso ritmo, à nossa vontade. 
Um destes dias fomos até ao Douro matar saudades e mostrá-lo às nossas filhas. [Há 4 anos fugimos para lá, literalmente, por um pouco de sossego, um mês ou dois antes de ficar grávida da Bárbara. Ficámos num quarto lindo sem televisão, e com a vista mais maravilhosa: as montanhas altas, ondeadas, os socalcos, as vinhas, o rio, as quintas. Senti-me em casa, eu, apreciadora da selva de betão].
Não chegámos cedo, a nossa vontade era de ficar, dar entrada num hotel e passar a noite para aproveitar um pouco mais. Mas com duas crianças pequenas a improvisação tem limites.
Voltámos por estes dias, a um Douro não tão profundo mas igualmente apaixonante. Demorei um dia inteiro a preparar malas para duas noites e fomos iludidos pela ideia de descanso e de paz, mas foi a última coisa que tivemos. Entre outras peripécias, tentei fazer uma aula de hidroginástica na piscina exterior, mas a Bárbara desatou a chorar porque queria ir para o pé de mim [ela já estava roxa do frio, por isso tive mesmo que sair] e noutra manhã a Teresinha agarrou na minha chávena de café, virou-o por cima da minha mão e eu queimei-me. Num dos almoços no hotel, o D. interrompeu para ir mudar a fralda à bebé e a Bárbara quis ir com eles. Fiquei sozinha durante 10 minutos, em silêncio, na sala quase deserta, garfada atrás de garfada, limpava a boca, bebia água. Sem interrupções, sem mandar sentar, sem apanhar brinquedos do chão. Foi então que percebi duas coisas. Faz-me [nos] falta tempo assim, a sós ou a dois, mesmo sabendo que não vamos falar de outra coisa senão delas e que vamos morrer de saudades. A outra coisa é que fazemos isto agora por elas, o importante é que elas usufruam, é que elas se divirtam, brinquem e riam, mesmo que isso nos sacrifique o descanso. Vê-las felizes, em constante exploração e descoberta, é tão compensador.

O regresso foi doce e a Bárbara não poderia ter expressado melhor aquilo que também nós sentimos: "Mamã, eu adoro a minha casa".
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...